e daí, que quero ser flutuante
e ora bolas, quem julga ser irritante, no espelho não olha
ao apontar o dedo tapa os olhos pra enganar a própria face
ao apontar em riste, viste
que pra ti mesmo apontaste todos os outros
grita e desvirtua, ignora
minha pouca e suficiente inteligência
que basta pra me manter com olhar alheio
e julgamento analítico
e pensamento prático
tentando tomar tempo
pra decidir o que fazer com todas as tuas palavras
se te faço comê-las
ou te faço vê-las
pois, alguns gostam de discussões
alguns gostam da hipocrisia e da ânsia
eu só gosto de cada minuto da minha vida
e que não soltem cobras no meu nirvana
cansei de acomodar meu ânimo
e andar sob o signo da vigilância
sei como confiar cegamente em quem
normalmente não se confia
sei beber da lírica e cuspir na pia
andar pé por pé
para não acordar os pequenos grandes projetos
gritar só o que vale a pena mesmo, mesmo
como por exemplo, um instrumento
não sou de dar ordens, mas vai
desapega, solta as garras da vida alheia
enquanto vive de aparar os galhos
no teu caminho cresce o mato
está a perder a trilha do que é teu
pra ficar roubando meu espaço.
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