sexta-feira, 1 de outubro de 2010

no title nº 16

O anjo arqueiro é soturno na noite
ele não cai na névoa da escuridão
mãos ferozes e boca sedenta
de carne nova na contramão

por vezes na névoa da noite,
em meio aos outros degredados foliões da vida humana,
o bichano no chão ignora a minha embriaguês severa.
No metal escuro e na sombra do asfalto úmido,
a noite se fez burlesca e circense, hora feliz, hora caótica.
Num subúrbio, no ar da noite,
algo vocifera.

Saliva e sangue, pequenas mostras
padrões de comportamento,
ditando regras auto-destrutivas em 4,3,2,1...
adiar até o momento certo,
odiar no momento errado,
porque tudo passa, tudo passará,....
e nos riffs que se repetirão por décadas,
nos minutos de respiração ofegante,
algo vocifera.

universo caótico, walk and caffeine
nada, nada que me domine
algo que se supera, na angústia desta noite
e o licor do medo das pessoas
todos bebem, uns dos outros
sentindo a cólica de existir perante tudo

2 comentários: