Pela janela da cozinha vejo montanhas. As próximas, desabitadas e verdes.
As mais distantes ficam com uma cor azulada pela neblina que se forma de manhã.
Nada sabem elas sobre o que as rodeia, são apenas montes de terra e rocha,
as rugas do planeta.
As pessoas que moram aos seus pés talvez não vejam essas montanhas como eu vejo:
elas são a minha paisagem mais vista;
me perco lá quando meus olhos passam pela janela.
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
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Captando todo e qualquer resquicio de poesia do cotidiano, bebe uma garrafa de lirismos incertos.
ResponderExcluiraaaai as janela!